Dr. António José Dias Da Costa |
Faleceu em Massamá (Sintra) no dia 14 de Fevereiro de 2004 o Dr. António José Dias da Costa. Nasceu na Zebreira (Idanha-a-Nova) em 10 de Outubro de 1928 e frequentou o curso completo dos Seminários da Diocese de Portalegre de 1939 a 1951. A 15 de Julho de 1951 recebeu a ordem maior de Subdiácono. No ano de 1951-52 fez um estágio na paróquia da Sé de Castelo Branco, onde chegou a pregar e era tratado por Rev. Costa. Resolveu, porém, abandonar, a carreira sacerdotal. No fim do Verão de 1952 fixou-se em Lisboa, onde se dedicou a explicações e frequentou a Faculdade de Letras, tendo-se licenciado em Filologia Românica. Dirigiu-se então para Moçambique, onde, na cidade de Inhambane, foi director da Escola Comercial e Industrial. Aí casou com a sua colega de ensino Dra. Berta Dias Da Costa e lhe nasceram os seus três filhos.
Regressados a Portugal em 1975, leccionou no ensino secundário em Lisboa, e foi orientador pedagógico dos estagiários de Português e de Francês, de que a seu tempo se reformou. Desde jovem revelou uma excepcional inteligência, um grande talento para a Música (tocando com arte vários instrumentos) e para a Poesia, tendo publicado vários livros. Nos últimos anos dedicou-se a escrever a Vida de Cristo, em sonetos, de que publicou a Primeira e Segunda Partes, trabalhando ultimamente no seu acabamento, que deixou incompleto. Escreveu tambem um livro apologético - O Evangelista Ateu - contra "0 Evangelho Segundo Jesus Cristo" do prosador blasfémio José Saramago. Comparecia regularmente na Reunião dos Antigos Alunos da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, onde acompanhava sempre ao órgão a celebração eucarística. Nas festas diocesanas frequentemente as abrilhantava com um poema. Uma doença maligna, que não se revelou senão no seu último mês de vida, levou-o ao Hospital Pulido Valente, mas já não chegou a ser operado. As suas exéquias, foram celebradas na igreja paroquial de Massamá e o enterro realizou-se no cemitério de Queluz, na segunda-feira, dia 16 de Fevereiro de 2004. Deixou-nos o exemplo de um grande amigo e, para a posteridade, uma Obra Literária de envergadura maior que o eleva, certamente, ao nível dos maiores escritores, de sempre, de Língua Portuguesa. |
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